domingo, 7 de agosto de 2011

Trejeto Venda Nova - Coração Eucarístico



Moro em Venda Nova, região Norte de Belo Horizonte. Eu me desloco de van diariamente para a PUC do Coração Eucarístico. Durante todo percurso várias coisas chamam minha atenção, principalmente o comércio popular da região central de venda nova e sua notória diferença com a calmaria das ruas desertas da Pampulha. A Lagoa da Pampulha e conseqüentemente a igrejinha de São Francisco, me encantam.  Observo o Aeroporto da Pampulha e o mato que se alastra cada vez mais ao seu derredor.
Todos os dias me deparo com o transito caotico da Av. Antonio Carlos que está em obra, e a grande movimentação de carros  do Anel Rodoviário, me causam grande stress, principalmente em dias de congestionamento. 
Uma coisa que tenho observado muito, a partir do momento em que me foi proposto à elaboração desse trabalho, é a intensa poluição visual da cidade. Em meu percurso Venda Nova - Coração Eucarístico, pude observar a enorme quantidade de outdoors e pichações.

Trajeto Venda Nova (A) - Coração Eucarístico (B)


http://maps.google.com.br/maps

Situação e Deriva

 Situação...
A situação é feita de modo a ser vivida por seus construtores. O papel do “público”, se não passivo pelo menos de mero figurante, deve ir diminuindo, enquanto aumenta o número dos que já serão chamados atores, mas num sentido novo do termo, vivenciadores. O pensamento urbano situacionista estaria então baseado na idéia de construção de situações. Era situacionista “o que se refere à teoria ou à atividade prática de uma construção de situações. Indivíduo que se dedica a construir situações”. Uma situação construída seria então um “momento da vida, concreta e deliberadamente construído pela organização coletiva de uma ambiência unitária e de um jogo de acontecimentos”.

Deriva...
A deriva era vista como um “modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana: técnica da passagem rápida por ambivalências variadas. Diz-se também, mais particularmente, para designar a duração de um exercício contínuo dessa experiência”.
A deriva proporciona nova forma de apreensão do espaço urbano.
A deriva seria uma apropriação do espaço urbano pelo pedestre através da ação do andar sem rumo.


http://www.andrelemos.info/midialocativa/labels/psicogeografia.html

Psicogeografia

Segundo o professor da UFBA, André Lemos, Psycogeography seria um movimento de construção de "mapas mentais" que estariam disponíveis em sites, conferencias, entre outros. A Psico-geografia é descrita como anotações urbanas "comprometidos com o "mapeamento mental" do espaço físico cívico, isto é, mapeamento das versões dos locais que existam nas nossas mentes e são representados pelas nossas emoções".

Portanto entendemos psicogeografia como a união da psicologia e da geografia na avaliação do impacto emocional e comportamental do espaço. "É o estudo dos efeitos exatos do meio geográfico, conscientemente ordenado ou não, que age diretamente sobre o comportamento afetivo dos indivíduos".

http://www.andrelemos.info/midialocativa/labels/psicogeografia.html

sábado, 6 de agosto de 2011

Internacional Situacionista


 Para esclarecer melhor o assunto, gostaria de iniciar este post com a fala de Debord,(um dos expoentes do movimento) "Situacionismo visa promover a reunificação da criação cultural da vanguarda e da critica revolucionária da sociedade (...) trata-se de ver poesia pra lá da estética."
 Nesse contexto, definimos Situacionismo como um movimento europeu de crítica social, cultural e política que reúne poetas, arquitetos, cineastas, artistas plásticos e outros profissionais. Seu início data de julho de 1957, com a fundação da Internacional Situacionista, em Cosio d'Aroscia, Itália. O grupo se define como uma "vanguarda artística e política", apoiada em teorias críticas à sociedade de consumo e à cultura mercantilizada. A idéia de "situacionismo", segundo eles, se relaciona à crença de que os indivíduos devem construir as situações de sua vida no cotidiano, cada um explorando seu potencial de modo a romper com a alienação reinante e obter prazer próprio. Do ponto de vista da reflexão, as principais fontes dos situacionistas são utopistas como Charles Fourier e Saint-Simon, hegelianos como os filósofos alemães Ludwig Feuerbach e o jovem Karl Marx. O clima intelectual e político francês dos anos 1950 e 1960 alimenta o movimento, que, por sua vez, auxilia a redefinir os contornos da época. A tradução francesa de História e Consciência de Classe, de Georg Lukács, a edição dos dois primeiros volumes da Crítica da Vida Cotidiana, de Henri Lefebvre, as reflexões dos pensadores da Escola de Frankfurt, e as revistas Socialismo e Barbárie e Argumentos, entre outros, marcam a reflexão social, cultural e política do momento, apontando para os efeitos perversos do capitalismo avançado, bem como para a necessidade de alterar a ordem social pela reinvenção da vida cotidiana. A utopia maior que norteia o situacionismo é a projeção de uma sociedade comunista próxima aos ideais anarquistas, capaz de ser alcançada pela recusa radical do autoritarismo de Estado e da burocracia. 


DEMPSEY, Amy. Estilos, escolas & movimentos: guia enciclopédico da arte moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p.192.